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domingo, 26 de julho de 2020

Chico Xavier e OVNI’s

Chico Xavier e OVNI’s

Atualmente, fala-se muito nos contatos de seres extraterrenos.
O senhor acredita na existência de discos voadores?

Chico Xavier:

- Eu acredito que existem naves interplanetárias. Mas o assunto é um tanto quanto difícil, porque pertence ao campo da ciência.

Nós não podemos ignorar que, depois da Segunda Guerra Mundial, as superpotências experimentaram determinadas máquinas, mormente máquinas voadoras, naturalmente com segredos de Estado que são compreensíveis. Possivelmente, teremos máquinas de formas esféricas para voar e concorrer com nossos aviões, com nossos "Concordes" e talvez estejam esperando a hora certa para surgir.

Se entrarmos aí numa contenta sobre discos voadores, que dependem de outros mundos, de outras regiões de nossa galáxia, e se as sedes desses engenhos não permitirem que eles venham visitar a Terra durante muito tempo e aparecerem as máquinas esféricas das superpotências, então com que rosto vamos aparecer?

Vamos deixar que a ciência resolva este problema.

Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor, editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.
Fonte: http://www.universoespirita.org.br/passesmag/resp_040.htm


sexta-feira, 10 de julho de 2020

O Espião Nazista Preso no Brasil que sabia construir Discos Voadores

O Espião Nazista Preso no Brasil que sabia construir Discos Voadores


Pesquisa: Marco A. Guimarães Jr. - PROVQI




Notícia no jornal “O Dia”, Curitiba, 16 de maio de 1952, pg.12



Seu nome verdadeiro era Josef STARZICZNY, espião alemão que trabalhava para o “Espião do Hitler” o galês chamado Gwilym Williams (GW) que pertencia a então Serviço de Inteligência Militar Alemão ou Abwehr.

Em seu passaporte chegou ao Brasil com nome “Nils Christian Christiansen”. Provavelmente a escolha desse nome, tenha relação com o físico dinamarquês Chrisitan Christiansen, que foi o “orientador de doutorado” do famoso físico Niels Bohr. Outra hipótese da origem de seu nome falso, era um outro Christiansen (esse dinamarquês) e membro da Gestapo.

Com disfarce de comerciante e falso dinamarquês, mantinha contato com o espião brasileiro Wilhelm Gieseler, filho de brasileira e alemão, esse mudando de Santos para Alemanha aos 6 anos de idade.

"Esse mesmo Josef, utilizava o disfarce de dinamarquês como explicado anteriormente, mas tem um fato interessante, o verdadeiro Christensen (o dinamarquês) era um agente da Gestapo e trabalhava na contraespionagem em Hamburgo, e Josef e Christensen eram amigos. A rede de Josef, que na verdade era comandada através do cônsul alemão Otto Uebele, tinha uma grande ramificação, e também atuação integrada com as cidades de Recife, Rio de Janeiro, Vitória e Porto Alegre. Na rede existiam dois brasileiros simpatizantes, José Ferreira Dias e Galdino Medeiros, ambos estavam estabelecidos no Rio de Janeiro, e em Santos a rede era composta dos alemães: Wilhelm Gieseler, Ulrich Uebele (filho do cônsul), Heinrich Bleinroth, Otto Boffcher, além de Josef. Os objetivos estavam centrados na coleta de informações marítimas e também em trabalhos de sabotagem nos navios atracados no porto de Santos." (...)
Fonte da imagem aqui

"Mas Gieseler foi mais a fundo com seu trabalho de espionagem. Durante o conflito mundial ele desenvolveu ações com a rede de espionagem de Uebele-Starziczny (o falso dinamarquês), e um dos fatos mais intrigantes foi o contato desenvolvido com um funcionário do consulado inglês em Santos, que de alguma forma conseguia informações importantes das políticas de guerra da Inglaterra na América do Sul. Outro fato interessante foi o contato que Gieseler mantinha com uma garçonete brasileira que trabalhava no Bar Scandinávia no centro de Santos, e a mesma recolhia informações de marinheiros bêbados e desafortunados que soltavam todo tipo de gracejos e informações pelo sorriso da garçonete, e outras “coisas” a mais, como se diz no ramo da espionagem, uma verdadeira “andorinha”. O grande objetivo do Nazista santista era coletar o máximo de informações sobre as movimentações dos navios mercantes e militares do Brasil e dos aliados, e também entender as trocas de informações secretas entres os diversos consulados que existiam em Santos, principalmente o inglês." (...).

Abaixo trecho da narrativa de John Humphries sobre nosso espião. Boa leitura!



“O nome no passaporte do homem chegando de navio ao porto de Santos, litoral de São Paulo, em fevereiro de 1941 era Nils Christian Christiansen. Em sua mala havia um transmissor de rádio com alcance de 15 mil quilômetros, mais do que o suficiente para enviar sinais a Hamburgo e Berlim. Na realidade, porém, tratava-se de Starziczny, enviado pela Abwehr para espionar movimentos de navios britânicos pelo Atlântico Sul.

A carreira de Starziczny na espionagem havia começado na Cidade do México, onde, no início da guerra, ele era funcionário da Telefunken, reparando um transmissor de rádio clandestino instalado nos jardins da missão diplomática alemã. Uma combinação de problemas técnicos e muita atenção dos agentes americanos do outro lado da fronteira levou o transmissor a nunca funcionar adequadamente. Starziczny, então, foi enviado aos Estados Unidos para criar uma rede de transmissores de rádio de baixa potência para agentes alemães enviarem informações à América do Sul, de onde seriam retransmitidas a Hamburgo. Os agentes também tinham caixas postais falsas em São Paulo e no Rio de Janeiro para o envio de informações codificadas e escondidas em cartas particulares. Foi por meio desse tráfego que o FBI descobriu o Ponto, a redução microfotográfica de documentos secretos ao tamanho de um ponto final escondido dentro da aba de um envelope.

Starziczny falava pouco português, mas logo encontrou uma companheira que falava a língua – Ondina Batista de Oliveira Peixoto, a namorada de 37 anos de um tradicional barão que vivia no Waterfall Hotel, em Copacabana. Ignorando as instruções para não se envolver com mulheres locais, Starziczny passou a morar com Ondina no apartamento 82 do número 5 da Francisco Sá, próximo à praia. Posteriormente, mudaram-se para o que acabou se tornando a sede das operações de espionagem da Alemanha no Brasil, uma casa de dois andares na Rua Campos de Carvalho, 318, Leblon, Rio de Janeiro. A missão de Starziczny consistia em “coletar toda informação possível sobre os navios mercantes dos países em guerra com a Alemanha, em especial os britânicos – tonelagem, tipo de carga sendo transportada, destino e armamentos”. Muito em breve, milhares de toneladas eram despachadas para o fundo do Atlântico por submarinos guiados por Starziczny e os agentes que ele empregava em Santos com o objetivo de obter detalhes dos movimentos dos navios entrando e saindo do principal porto brasileiro. (...)

Embora o Brasil permanecesse neutro, a polícia do Rio de Janeiro ignorava as atividades da relevante comunidade alemã, em meio à qual Starziczny e Ondina eram proeminentes, desfrutando de um estilo de vida abastado patrocinado, em grande parte, pelas traições à Abwehr. Todavia, tudo isso mudou quando um submarino afundou dois navios mercantes brasileiros, gerando perda considerável de vidas, e o governo brasileiro enviou Elpídio Reali, chefe do batalhão de elite de São Paulo, para seguir os alemães no Rio de Janeiro. Reali seguiu Starziczny até sua casa e, no início da manhã de 15 de março de 1942, armado e com um mandado de busca, bateu à porta. Uma vez no interior da casa, o detetive descobriu um tesouro de parafernália de espionagem: um pequeno laboratório com câmeras, lentes fotográficas e um receptor de rádio. Quando Reali tentou abrir uma mala fechada, Starziczny gritou: “Não faça isso! Você vai explodir a casa!”

Havia outra caixa repleta de lenços de papel, na qual estavam os registros dos movimentos

de navios entrando e saindo do porto de Santos: suas tonelagens, se carregavam alimentos, tropas, munição e, em alguns casos, havia informações sobre as rotas e os destinos.

O nome de uma das embarcações saltou da página. Era o Queen Mary, um grande navio de carreira que agora transportava tropas que haviam partido de Santos três dias antes, levando 4 mil americanos a Adelaide, na Austrália. Sem um segundo a perder, Reali pegou o telefone mais próximo para alertar o embaixador britânico, que entrou em contato com o capitão do Queen Mary para mudar imediatamente o curso, pois era quase certo que havia um submarino alemão perseguindo o navio. Quando o Queen Mary não conseguiu chegar ao próximo porto de escala, em Buenos Aires, no dia esperado, o navio foi dado como desaparecido, e os alemães afirmavam que ele havia sido afundado. Porém, a essa altura, a embarcação havia escapado dos submarinos e estava segura e fora do alcance dos alemães.

Ao retornar à casa de Starziczny, o detetive Reali encontrou a amante acordada. Vestindo um robe, ela afirmou ser governanta do estrangeiro e não saber de nada a respeito das atividades alemãs. “Essa mala...”, falou Reali. “Você disse que ela explodiria a casa...” Concluindo que seria inútil resistir, Starziczny acenou uma negação com a cabeça e respondeu: “Não. Pode abri-la”. Dentro, o chefe do batalhão de elite de São Paulo encontrou dois transmissores de longa distância e um livro, do qual duas cópias microfotográficas de textos datilografados caíram enquanto ele folhava as páginas. Ao vê-

las, Starziczny, tomado pelo pânico, pegou um revolver escondido em uma prateleira – aquele que ele usaria para se matar, caso fosse ser levado vivo. Reali encontrara os códigos secretos da transmissão de Kriegsmarine.6“Isso vai me colocar diante de um pelotão de fuzilamento”, resmungou Starziczny. “A Gestapo nunca vai me perdoar.” O Brasil, explicou Reali, não tinha pena de morte e, se o agente cooperasse, a Gestapo jamais o pegaria. A confissão de Starziczny logo foi entregue aos serviços de inteligência pelo mundo. Em Berlim, a captura dos códigos Kriegsmarine desencadeou uma grande situação emergencial e, durante três dias e três noites, a mesma mensagem foi transmitida a agentes alemães repetidas e repetidas vezes:

“Aviso! Aviso! Lucas [codinome de Starziczny ] preso. [...] Código nas mãos do inimigo. [...] Mudar códigos. [...] Manter contato.”

***

Fonte:

John Humphries em “O Espião de Hitler”, Editora Universo dos Livros, Capítulo 11, pags.195-197

Jornal “O Dia”, Curitiba, 16 de maio de 1952, pg.12

Website Medium de Fabio Pereira Ribeiro

Outras fontes para consulta:

DIETRICH, Ana Maria. Nazismo tropical. São Paulo: Todas as Musas, 2012.

HILTON, Stanley E. Suástica sobre o Brasil. 1. Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.

LOPES, Roberto. Diplomatas e Espiões. 1. Ed. São Paulo: Discovery, 2010.

PERAZZO, P. “O brilho das suásticas na capital paulista”. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, São Paulo,
metrópole das utopias.São Paulo: Lazuli; Companhia Editora Nacional, 2009.

— O perigo alemão e a repressão policial no Estado Novo. São Paulo: Imprensa Oficial e Arquivo do Estado de São Paulo, 1999.

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terça-feira, 7 de julho de 2020

VERDADES QUE INCOMODAM - 4

VERDADES QUE INCOMODAM - 4

Autor: José Carlos Rocha Vieira Junior, Professor de História

“Este livro tem como principal objetivo despertar a atenção para a unificação teórica dos conceitos científicos, sem a qual o homem não entrará na era estelar já dominada pelos construtores dos discos voadores”.
“Lembro que esta minha convicção da necessidade de uma reformulação dos conceitos físicos nasceu em 1.954, quando eu participava de uma reunião no Estado-Maior da Força Aérea Brasileira, na abertura do 1º inquérito oficial brasileiro para estudar os Objetos Voadores Não Identificados. Pude então perceber, muito admirado, que os homens ali presentes não conseguiam compreender, à luz das ciências, certos aspectos do comportamento dos ÓVNIS relatados pelos aviadores. Naquele dia, percebi que ali estava o ponto principal da questão e, infelizmente, com solução distante no tempo futuro...”
“Desde 1.954 venho afirmando entender que os ÓVNIS sempre tiveram, ainda têm e terão a iniciativa em todas as suas ações, e, por isso mesmo, nosso maior ou menor conhecimento sobre eles dependerá de um plano que só darão a conhecer se assim planificaram” (Página 37)
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[“Que Ciência Constrói Discos Voadores?” Fernando Cleto Nunes Pereira. Editora Record. 1.995]
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Seja curioso! Seja independente! Seja um pesquisador! Seja um cidadão mais esclarecido!
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quinta-feira, 25 de junho de 2020

1957 - Caso João de Freitas Guimarães

Abaixo o trabalho de pesquisa em detalhes do CIPEX/SBEDV.


O Caso João de Freitas Guimarães
O advogado João de Freitas Guimarães teve um contato amistoso com tripulantes de um disco voador, na região de Caraguatatuba, litoral de São Paulo.


Em dia 16 de julho de 1956, ocorreu um importante caso da Ufologia Brasileira. Nesta ocasião, o advogado João de Freitas Guimarães, que havia ido a Caraguatatuba a serviço, caminhava pela praia após o jantar. Por volta das 19 horas, ele avistou um estranho objeto de formato discóide que elevou-se do mar, num trecho entre Ilha Bela e São Sebastião. Este objeto aproximou-se da testemunha, pousando a poucos metros de onde ela se encontrava. Do objeto saíram dois seres, de aspecto humano, altos, cabelos louros, olhos claros e serenos. Através de gestos, o advogado foi convidado a adentrar o aparelho.

Introdução

Em dia 16 de julho de 1956, o advogado João de Freitas Guimarães estava em Caraguatatuba, por ocasião de uma viagem a serviço. Ao chegar na cidade, encontrou o fórum cível fechado, pois já era final de tarde. Após jantar, João Guimarães foi caminhar pela praia quando, por volta das 19 horas, parou para observar o mar.

Nesse momento um estranho objeto de formato discóide elevou-se, saindo do mar num trecho entre Ilha Bela e São Sebastião, no litoral de São Paulo. Este objeto aproximou-se de João Guimarães e pousou a poucos metros de onde ele se encontrava.

Uma porta se abriu e deste aparelho saíram dois homens, de aspecto humano, altos, com cabelos louros e olhos claros e serenos. Ambos usavam um macacão verde fechados nos punhos, tornozelos e pescoço. Intrigado, João Guimarães perguntou se teria havido algum acidente com a máquina, ou se estavam à procura de alguém. Como não obteve resposta refez a pergunta em inglês, francês e italiano, sem qualquer resposta por parte dos desconhecidos. Por meio de gestos os tripulantes do objeto pediram insistentemente que a testemunha entrasse no aparelho. Ele aceitou e em fila indiana os três entraram no estranho aparelho.


Dentro do disco voador
Ao entrar no disco, João Guimarães percebeu que havia um terceiro tripulante a bordo do aparelho. A porta de acesso fechou-se e então o disco voador decolou. O contatado sentiu um ligeiro mal estar e foi até a janela.

Ali observou que havia gotas de água aderidas ao vidro nas janelas. Diante disso tentou uma nova comunicação perguntando se estava chovendo. Foi então que um dos tripulantes respondeu não verbalmente, mas sim telepaticamente dizendo que não se tratava de chuva e sim de um efeito produzido a partir de um movimento da "rotação em sentido contrário das peças que compunham a nave" e que isso era comum durante suas incursões pela nossa atmosfera. Dentro do objeto, João Guimarães notou que haviam mais compartimentos, embora todos permanecessem num único ambiente. Ao olhar novamente pela janela, a testemunha observou que estava bastante escuro lá fora e que haviam estrelas muito brilhantes. Pouco depois disso, os tripulantes informaram que eles haviam deixado a atmosfera terrestre. Durante a experiência, João perguntou várias vezes aos tripulantes sobre sua origem e não obtendo qualquer resposta. Entretanto, o Dr. Guimarães recebeu diversas outras informações dentro do objeto. Algumas das informações recebidas dizem respeito a um sistema de proteção contra radiação, existente em torno da nave. Eis um trecho do relato do Sr. João de Freitas Guimarães:

"Percebi que em certo ponto da viagem, através das janelas, que passamos por uma zona intensamente escura em que os astros brilhavam extraordinariamente, sucedendo-se a regiões enxameadas de estrelas...".
"Seguiram-se novas áreas negras, até que atravessamos uma camada violeta fulgurante, quando o aparelho sofreu fortes sacudidas. Fui informado por um dos seres que a nave acabava de deixar a atmosfera da Terra...". Os seres informaram que a nave era movida "no sentido da resultante da composição das forças magnéticas daquele lugar".

A viagem a bordo do objeto durou aproximadamente 40 minutos, sendo a testemunha deixada no local onde a experiência teve início. Antes de encerrar o passeio os tripulantes marcaram um novo contato com a testemunha para o dia 12 de agosto do ano seguinte (12 de agosto de 1957), no mesmo local e na mesma hora. Por diversos motivos, João de Freitas Guimarães não compareceu à este novo encontro. Como o caso já havia sido bastante divulgado publicamente foram organizadas diversas caravanas para o local onde o contato ocorreria.

Um dos motivos alegados por João de Freitas Guimarães para não comparecer ao encontro seria uma conversa que ele teve com o Coronel Aviador Coqueiro, da FAB que teria dito: "Se eu fosse você eu não iria a esse encontro. Terei lá dois esquadrões de caça a jato para receber o disco voador". Estavam presentes no momento desta declaração o Dr. Gabriel Alca, seu irmão e um escrevente do 5º Tabelionato de Santos. Tal intimidação foi notícia em matéria no jornal O Globo de 17 de agosto de 1957.

A matéria informa ainda que no dia esperado do contato caças da FAB, modelos Gloster Bector, sobrevoaram a região por volta das 17 horas. Mais tarde, três oficias da Base de Bocaina, Major Paulo Saloma, o 2º sargento e fotógrafo Francisco Teixeira e o comandante de esquadrão Vieira de Almeira. Na data marcada pra um novo contato haviam algumas pessoas à espera. Mais tarde, em entrevista à emissoras de televisão eles declararam que avistaram um objeto discóide que surgiu por trás da Ilha Bela, passando sobre São Sebastião e que seguiu em direção à Barraqueçaba.

Documentos oficiais
Na recente divulgação de documentos ufológicos da Força Aérea Brasileira existem documentos sobre este caso. Eles podem ser acessados a partir do seguinte link:

Documentos da Força Aérea Brasileira sobre o Caso João de Freitas Guimarães


Registros na SBEDV

Introdução
A Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV) foi pioneira no estudo do fenômeno OVNI em território brasileiro, tenho investigado centenas de casos de contato imediato com tripulantes destes objetos. A maioria de suas pesquisas era publicada em um boletim informativo próprio, de periodicidade irregular, onde eram detalhados aspectos da pesquisa, do caso ocorrido e com depoimentos dos protagonistas dos casos apresentados. O Caso João de Freitas Guimarães é um dos inúmeros casos investigados pela SBEDV, sendo apresentado em vários boletins da entidade. O texto a seguir é retirado do Boletim da SBEDV, nº 4. A linguagem original, utilizada no texto, com termos e regras gramaticais da época, foi mantida.

Transcrição:


Em seguida vamos transcrever o relato do Sr. Prof. João de Freitas Guimarães da sua viagem num Disco Voador, em entrevista concedida à TV-13, na noite de 27 de agosto de 1957.

Relata o Prof. João de Freitas Guimarães que fora à São Sebastião à serviço de sua profissão, de vez que é advogado militante. Encontrando o fórum já fechado, jantou e pôs-se a passear pela praia, para fazer a digestão. Não pode precisar a hora, pois não tivera preocupação de olhar o relógio, mas calcula que seriam 19:10 ou 19:15 hs.

O céu estava encoberto, sombrio, sem luar. Não havendo banco, sentou-se na praia, pôs as mãos sobre os joelhos e ficou olhando o mar, que estava bastante escuro. De repente, percebeu que a água clareava, no trecho compreendido entre Ilha Bela e São Sebastião. Em seguida, elevou-se um jato d'água, semelhante a um repuxo, o que o fez pensar numa baleia. Verificou, logo após, que se tratava de um aparelho bojudo, que tomava direção da praia.

Ao chegar ali, lançou um trem de aterragem, munido de esferas. Reparara bem que eram esferas e não bóias. Do aludido aparelho saltaram, então, dois homens, que caminharam ao seu encontro.

Eram duas criaturas humanas, ou pelo menos, tinham essa aparência. Confessa que se assustara um pouco, porque estava só. Pôs-se, então, de pé, e embora experimentasse um certo receio, não teve, contudo, vontade de fugir.

Pode verificar, agora, que se tratava de indivíduos altos (acima de 1,80 m), com cabelos louros e longos, tez clara e possuindo sobrancelhas. Usavam uma espécie de macacão, de cor verde, estreitando-se ao nível do pescoço, dos punhos e dos tornozelos. Os olhos eram claros e tranquilos.

Perguntou-lhes o professor se teria havido algum incidente com o aparelho, ou se estavam à procura de alguém ali. Não obteve resposta. Tentou então falar-lhes em francês, inglês e italiano, mas ainda sem resultado desta vez.

Teve, em seguida, a impressão de que era convidado a entrar no aparelho. Não sabe explicar porque fora levado a admitir que o convidavam, mas o fato é que assim o entendeu. Pareceu-lhe que eles usavam a linguagem telepática. Acrescentou que não é cientista, que não se tem ocupado de assuntos dessa natureza, mas pelo que conhece a respeito, é levado a admitir que eles empregavam esse meio de comunicação, embora verificasse, mais tarde, que eles eram dotados de voz articulada. Esclarece que nunca se ocupou da questão dos discos voadores. Por falta de tempo, desconhecia quase tudo a respeito desse assunto. Contudo, pareceu-lhe que aquele aparelho fosse uma dessas estranhas aeronaves. Sentindo que o convite perdurava, veio-lhe, então, irresistível vontade de conhecê-lo interiormente.

Um dos tripulantes tomou, em seguida, a direção do aparelho, dando-lhe as costas. O Dr. Freitas Guimarães segui-o sem relutância, sendo acompanhado pelo outro tripulante. Ficou, assim, no meio de ambos.

O tripulante que ia à frente, alcançou a parte inferior da nave, e nela subiu, segurando-se à escada com apenas uma das mãos. O Dr. Freitas Guimarães precisou do auxílio de ambas as mãos.

Pôde o Dr. Guimarães observar que havia na porta de entrada do disco um outro tripulante, que ali permanecera durante todo o tempo. Quando o segundo tripulante, que caminhava atrás do entrevistado, penetrou no aparelho, reuniu-se àquele que ficara de pé, e a porta foi fechada.

Contou o professor que permanecera num único compartimento, mas pôde verificar que havia outros, também iluminados.

Quando o aparelho se ergueu, notou que nas vigias havia água, como se estivesse chovendo. Fez, então a pergunta: "Está chovendo?", a qual foi-lhe respondida telepaticamente, por um dos tripulantes, de que não se tratava de chuva. Aquela água originava-se da rotação, em sentido contrário, da peças que compunham o disco. Em toda a volta do aparelho havia um tuo de filtração de raios, que tinha a propriedade de fazer o semi-vácuo em qualquer uma das suas partes.

Viu, através das vigias, e acima da Terra, uma zona intensamente escura, onde astros brilhavam de uma maneira extraordinária. Sucediam-se regiões enxameadas de estrelas, que cintilavam com fulgor incomparável, e às quais se seguiam novas zonas escuras. Atravessaram, em continuação, uma camada vileta e depois outra, de um violeta vivo, fulgurante. Nessa ocasião, sentiu que o aparelho se sacudia fortemente. Manifestou, por isso, certo receio. Disse-lhe, então, telepaticamente, um dos tripulantes: "O aparelho acaba de deixar a atmosfera de seu planeta".

Durante a viagem perguntara-lhe de onde eram eles originados, mas não obteve resposta. Não sabe porque razão não quiseram se identificar. Quando soube que já estavam fora da atmosfera da Terra, ficou assombrado. Reparou que havia no compartimento onde se encontravam, um instrumento de forma circular, no qual se moviam três agulhas, muito sensíveis e que já vinham trepidando. Ao deixarem a atmosfera da Terra, as referidas agulhas passaram a vibrar intensamente. Segundo foi-lhe explicado por um dos tripulantes, o aparelho era conduzido no sentido da resultante da composição das forças magnéticas naquele lugar.

Os corpos que se incendiavam no espaço, com coloração diversa, as nuvens irisadas que corriam velozmente, tudo aquilo constituía um espetáculo indescritível. Ao voltarem, notou que o seu relógio havia parado. Não pôde, pois, verificar quanto tempo estiveram em voo, mas estima-o em 30 ou 40 minutos. Foi ao hotel e teve vontade de gritar a todos a sua extraordinária experiência.

Pareceu-lhe que há, da parte dos tripulantes desta aeronave, um trabalho de investigação junto aos habitantes do nosso planeta. Teve a impressão de que eles desejam nos orientar sobre os perigos que ameaçam a humanidade. Na opinião d Prof. Freitas Guimarães, o comportamento humano é quase selvagem. Todo o homem nasceria bom, mas em virtude das condições inerentes à Terra, torna-se mau. Há um conjunto de experimentos de ordem científica que está sendo tratado com leviandade. O emprego indiscriminado da bomba atômica não provoca, apenas o aumento da ionização da Terra. Provoca, também, a destruição de camadas da atmosfera que filtram raios perigosos. Se não houver mais cuidado no emprego desses terríveis engenhos, todos sofreremos as conseqüências dessas explosões.

Conta, ainda, o professor que este fato ocorreu há mais ou menos 14 meses e que, à exceção de sua esposa, não relatara o caso a ninguém. Contudo há mais ou menos 6 meses atrás, flou sobre o mesmo a um Juiz em São Paulo, Dr. Alberto Franco. Contou-o, também, a um antigo advogado daquela capital, Dr. Nilson(?).

Durante um almoço que se realizou na Associação dos Advogados (?), viu uma panela de alumínio e fez, em torno da mesma, uma brincadeira alusiva aos discos voadores. Os seus colegas desconfiaram, então, que ele devia saber algo a respeito dessas aeronaves, que tantos comentários tem despertado.

Mais tarde, narrou o acontecido a um amigo, Dr. Lincoln Feliciano - (?). Este, naturalmente, empolgado com a narrativa, transmitiu-a à pessoa que escreveu o artigo que vem despertando todo esse rumor. Acrescenta que, a partir dessa época, não teve mais sossego. Tem sido muito assediado por todos os meios. Embora todos que o procuram sejam muito cordiais, torna-se contudo, difícil, pare ele, explicar exatamente como o fato se passou. Usa, para exemplificar de uma imagem: alguém que, durante uma estranha viagem, tivesse visto, pela primeira vez, uma máquina pneumática e quisesse ao voltar, descrevê-la à pessoas interessadas, mas que nada conheciam sobre a mesma. É claro que não poderia fazê-lo com precisão. Os fatos que testemunhou ultrapassam os seus conhecimentos.

Declarou em seguida, não ter sido o primeiro cidadão da Terra a viajar naqueles engenhos. Informa haver recebido, após a divulgação pela Imprensa, de sua aventura, uma relação de obras sobre o assunto, em algumas das quais são narradas experiências semelhantes àquela que viveu.

Perguntado sobre se sentira mal durante a viagem, respondeu que experimentara certo mal estar quando o disco levantara voo e também baixara. Sentira-e aflito com frio nas extremidades. Atribui isso a um nervosismo natural.

Declara que fora combinado um novo encontro com os tripulantes do aparelho para agosto deste ano: 12 de agosto de 1957.

Inquirido sobre a maneira como fora marcado aquele encontro, esclareceu que, durante a viagem, mostraram-lhe os tripulantes 12 constelações, que dispuseram sob a forma do Zodíaco. Uma roda indicava o ano, e a repetição de doze vezes o número 8, deu-lhe a impressão do mês de agosto. Desse modo, ele interpretou como sendo aquela data.

Consultado sobre os motivos que o teriam impedido de comparecer ao encontro combinado, respondeu que não poderia ter ido. Havia sido organizada uma caravana para assistir a entrevista, o que acarretaria grande tumulto. Além disso, havia perdido, naquele período, parentes próximos. Fora também, procurado por um oficial da FAB, que lhe pedira que não fosse ao aludido encontro. Acresce, ainda, as circunstâncias de a Aeronáutica haver enviado aviões de caça, a jato, o que poderia ser causa de vivos incidentes. Se um daqueles aparelhos atingisse o disco, isso poderia parecer um ato de traição, de sua parte. Considerar-se-ia desleal se contribuísse para criar uma situação desagradável para com aqueles seres, que foram tão atenciosos para com ele. Confessa ser mais prudente do que curioso. Conclui dizendo que se encontrava em plena consciência e que está seguro de que não foi vítima de uma alucinação. Diz ser idealista, mas prático.

Desenhos de João de Freitas Guimarães representando o objeto, o painel de controle e um visor existente dentro do disco voador. Fonte: Fenomenum


Pesquisa: MAGJR - PROVQI
Fonte: Jornal Diário do Paraná - Memória BN Hemeroteca

1956 - Curitiba: Notícia irônica sobre Disco Voador


Pesquisa: MAGJR - PROVQI
Fonte: Jornal Diário do Paraná - Memória BN Hemeroteca

VERDADES QUE INCOMODAM 9: Do Teorema de Pitágoras à Telepatia Cósmica

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